1/13/2009

Disneyland Paris

Disneyland Paris Nem bem o sol vermelho amanhecia pela janela do Boeing da Air France e já podíamos ver os arredores de Paris todo coberto de neve, confirmando que essas nossas férias serão mesmo vividas sob um frio de -2ºC aproximadamente, ou melhor, “environ”, como ainda soa em meus ouvidos ávidos por francês, a palavra pronunciada pelo comandante do avião pelo microfone. Assim estavam terminando as 11 horas de vôo que passei ao lado da Bebel e do Flávio e assim começaram nossas férias de quinze dias pela França. O vôo me pareceu bem mais tranqüilo do que da última vez que estive por aqui em julho passado. Não sei se foi a presença da Bebel ou um comprimidinho que ganhei de presente de meu cunhado, algo como um passaporte para relaxar e dormir”. Eu bem que relaxei, mas dormir, só um pouco... A Bebel merece um parágrafo para registrar que se comportou muito bem durante o vôo. Quem a conhece não poderia imaginá-la sentadinha durante onze horas de vôo, mas a verdade é que ela estava ansiosíssima para viver as novidades de sua primeira viagem internacional e achou muito difícil ficar de pé, readequar seu centro de gravidade à trepidação do avião. Fora isso, também é preciso reconhecer que ela deve ter dado ouvidos aos inúmeros conselhos e ameaças de nunca mais voltar em uma viagem com papai e mamãe e resolveu demonstrar bom comportamento para que possa estar presente em outras oportunidades. Do aeroporto Charles de Gaulle à cidade de Marne la Vallée foi muito fácil chegar. Pegamos um ônibus que nos conduziu à porta do Hotel Disneyland com muito conforto e então estávamos prontos para viver a fantasia de Disney Já o primeiro passeio pelo hotel mostrou que valeu a pena pagar o preço excessivo pela localização à porta do parque. O hotel é lindo e nos faz sentir dentro de um desenho animado o tempo todo, não sei se pela presença constante dos personagens da Disney ou da decoração que também tem os desenhos de Walt Disney como motivo, ou, ainda, pela música dos filmes que nos acompanha pelos corredores. O fato é que o encanto é garantido e escutar os gritinhos e suspiros da Bebel me faz pensar que estou vivenciando aqueles momentos “não tem preço” da Mastercard. Ao girar a maçaneta da Sininho entramos em nosso quarto onde o primeiro pensamento que me veio à cabeça, após dormir uma noite nas desconfortáveis cadeiras da classe econômica do avião, é que aquelas camas “king size” ao estilo “leito de princesa” parecem um convite irrecusável ao sono, mas assim como veio, o pensamento some da mente, já que temos ingressos para o parque hoje e esse convite também é irresistível. Continuo explorando o quarto em que viveremos os próximos quatro dias e decido que o banheiro é meu local preferido, já que é decorado com as hipopótamas-bailarinas do filme fantasia, que estão pelos azulejos na cor salmão e no border do papel de parede. O espelho do banheiro é entalhado com a Branca de Neve e os sete anões.... Nesse cenário, a Bebel era só deslumbramento, o que piorou bastante quando ela viu, dentro mesmo do hotel, a primeira loja da Disney onde estavam em exposição as fantasias de inverno das princesas da Disney, todas confeccionadas em veludo, pérolas e peles. As princesas por aqui podem ter vestidos longos, com mangas ¾ e podem usar capas com peles na borda, coroas de neve, cetros de neve e a tudo isto, os figurinistas adicionaram cores novas aos tradicionais azuis, rosas, amarelos. Assim, ao azul da Cinderela eles adicionaram veludo branco; à saia dourada da Bela, um corpete de vermelho carmim; a Bela adormecida também recebeu um tom escuro de rosa, enfim, essas fantasias são realmente lindas e penso comigo mesma que não é à toa que encontramos várias Cinderelas, Belas Adormecidas e Brancas de Neve pelos corredores, todas rindo felizes correndo atrás de Mickey e Tigrão, pois o convite à magia é irresistível! Nesse contexto, foi muito fácil à Bebel me convencer a lhe dar de presente a fantasia da Bela, a coroa da Bela, o cetro da Bela, as luvas da Bela, a Minnie vestida de Bela, o sapatinho da Branca de Neve e um livro de autógrafos Com seu primeiro e maior desejo satisfeito, a Bebel conseguiu enfim sair para pisar e tocar a neve, que era o que vinha pedindo desde que chegou por aqui. Ela passeou pelos arredores do hotel, notou que os lagos estão congelados e prestou muita atenção às explicações de como tudo aquilo ocorre fisicamente, na visão menos encantada de papai Flávio, que por aqui tem a função de garantir colo e fotografar todos esses momentos. Em seguida, entramos no parque da Disney, e, após providenciar chapeis do Mickey e da Minnie para mim e para a Bebel, passeamos pelo castelo da Bela Adormecida, vimos um show dela, que por aqui se chama “Belle au bois Dorment”, e andamos em um Carrossel, mas foi só, pois a Bebel estranhou de verdade o frio, e começou a chorar desesperadamente que suas mãos iriam congelar, que ela precisava de outras luvas, que ela queria uma lareira, e não houve meio de fazê-la parar, nem mesmo após uma pausa para almoço no primeiro Planet Hollywood que achamos à disposição no Village, onde a temperatura era bem quentinha. Enfim, desistimos de assistir à parada e resolvemos deixá-la descansar. Assim, voltamos para o hotel, onde a Bebel pôde vivenciar seu dia de princesa Bela. Recebeu maquiagem, cabelo (um coque em mechas com muito glitter), a fantasia da Bela e, nesse seu mundo encantado, brincou com os personagens da Disney que estavam pelo hotel chamando os hóspedes e dançando: Tico e Teco, Mickey, Tigrão, gênio de Alladim e um pato, que achei que era o Donald vestido de aviador, mas fiquei sabendo pelo Flávio que é alguém do Duck Tales”, cujo nome já me esqueci. No quentinho do hotel, a Bebel não parou nem um minuto e seu cansaço era tanto que quase não agüentou jantar. Lá pelas 19 horas, ela se rendeu ao sono, não sem antes deixar registrado, ao responder a minha pergunta sobre o que mais gostara destes primeiros dias de viagem: “olha, do que eu menos gostei é até difícil falar, pois eu gostei de tudo!” . Dormimos mais de doze horas nosso “sono de princesas” envolvidas em deliciosas cobertas e lençóis de não sei quantos fios, mas o suficiente para nos garantir conforto dobrado! E então, um dia novo, inaugurado por um céu incrivelmente cor-de-rosa, começou! A neve havia derretido, o que indicava que a temperatura não deveria estar abaixo de zero, mas o frio ainda era intenso. O desconforto da Bebel foi resolvido com mais um casaco, mais uma luva e ainda com um cobertor e um carrinho, que tornou nosso dia muito mais fácil. Aliás, ela estava tão quentinha na sua trouxinha que não mais queria nem acenar nem pedir autógrafos aos personagens Disney. E foi dessa forma que pudemos passear à vontade pelo parque e curtir várias atrações: Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, Buzz Lightyear, Star Tours, Space Mountain e tudo o que quisemos, porque a grande vantagem da Disney no frio é que não há fila para nenhuma atração: é só decidir o que quer visitar que não precisamos esperar mais do que dois minutos. Por fim, após um dia inteiro de diversões, uma emocionante parada com o desfile dos personagens Disney insistia em dizer que devemos sonhar e acreditar que esses sonhos podem se tornar realidade, encerrando nosso dia de parque. De volta ao hotel, aproveitamos para curtir a piscina aquecida e ainda tivemos pique para ir gantar no restaurante Rainforest Café, que fica no Village.

5 comments:

Olimpia said...

Que lindo Lari, to amando seu jornal de viagem, e aproveita tudo o que voce tem direito, muito merecido. Grande beijo e doida para ter uma aula com voce...Beijokas

Du said...

Querido Irmão, Cunhada e a Fadinha do Jardim.

Ficamos contentes que tudo esta saindo melhor que o esperado. Por aqui, tudo bem. Nenhum gato sobre o telhado.
Lá, parabéns pelo relato, ficou muito legal. Flávio, parabéns pelas fotos. E Bebel, APROVEITA!! E a todos, parabéns pela viagem. Deixo a vocês um grande beijo e uma citação do "meu amigo" Amir (Klink):

"Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por intermédio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

Beijos!

Darlan said...

Larissa, Flávio e Isabela.

Estou feliz por ve-los felizes.Sei que vocês têm o dom de curtir intensamente tudo o que fazem e isso se comprova na narrativa maravilhosa da Larissa e nas fotos também maravilhosas do Flávio.
Aproveitem.
Beijos.

Queila said...

Lá, estou adorando continue escrevendo para sabermos mais da viagem e muitos beijos na minha afilhadinha, a Maitezoca mandou um beijo para "Minha Bebel".

Katinha said...

Lariii
Que relato maravilhoso!! Fico aqui imaginando como é entrar no Mundo Disney...
Que bom que fez ótima viagem e esta aproveitando tudo!!!
Beijinhos
Katinha